
Guia prático
Como controlar o fiado do mercadinho sem depender do caderno
O passo a passo para tirar o fiado do caderno de capa dura e montar um controle que aguenta pagamento parcial por Pix. Inclui o...
Caderneta de fiado digital
O fiado do seu mercadinho sai do caderno molhado e vira registro com data, hora, foto do item e assinatura no dedo. A cobrança segue por WhatsApp com Pix copia e cola e a baixa acontece sozinha quando o dinheiro cai na sua conta.
O caderno no balcão
Quem vende fiado para trinta, cem ou trezentos vizinhos carrega uma carteira de crédito inteira na cabeça e num caderno de capa dura. O problema quase nunca é falta de cliente, é falta de registro que aguente o mês.
Basta um copo virado no balcão ou uma tarde de chuva com a porta aberta para a página do mês borrar. Quando o cliente pergunta o que ficou devendo, sobra a memória de quem atendeu naquele dia.
O cliente manda R$ 30 numa terça, R$ 45 no dia 12 e some no fim do mês. Sem pagamento parcial registrado, o saldo do caderno nunca bate com o extrato do banco.
O caderno mostra o que foi levado, mas não mostra há quantos dias está parado. A conta de 40 dias só aparece na semana em que falta dinheiro para pagar o distribuidor de bebidas.
O devedor é vizinho de rua, pai de colega do seu filho, gente da mesma igreja. A conversa é adiada semana após semana e o capital de giro fica espalhado pelo bairro.
Como funciona
A rotina continua a mesma: o cliente leva, você anota, ele paga quando dá. O que muda é que cada passo fica gravado com data, hora e responsável, e a cobrança sai sem você precisar puxar assunto.
Você escolhe o cliente na lista, digita o valor ou passa o código de barras e confirma em poucos toques. Se a internet caiu, o registro fica no aparelho e sobe sozinho quando o sinal volta.
O comprovante sai com data, hora, itens, foto do que saiu da prateleira e a assinatura do cliente feita na tela. A mesma cópia chega no WhatsApp dele na hora, o que encerra a discussão de valor depois.
No dia combinado sai a mensagem com o saldo aberto e o código Pix já no valor certo. Ninguém precisa mandar chave, esperar comprovante em foto e conferir no extrato.
Quando o pagamento entra, a caderneta abate o valor e atualiza o saldo daquele cliente. O painel do dia mostra quem quitou, quem pagou parte e quem não deu sinal nenhum.
No dia a dia
Cada recurso resolve uma cena concreta de loja de rua: fila no horário do almoço, internet caindo, cliente contestando o valor, distribuidor chegando na quinta.
A venda é registrada mesmo com o celular sem internet, porque a rede do bairro cai e o cliente não espera. Quando a conexão volta, tudo sincroniza sem ninguém apertar nada.
Você fotografa o que foi levado e o cliente assina na tela do aparelho. O comprovante fica guardado com data e hora e não pode ser alterado depois, o que evita a discussão de quem lembra melhor.
Mensagens prontas saem por faixa de atraso, com texto educado e o saldo aberto de cada um. Você aprova a lista do dia e o disparo é feito em ordem, sem cobrança olho no olho.
A cobrança leva o código Pix já preenchido com o valor devido e cai direto na sua conta. Ao confirmar o recebimento, o saldo do cliente é abatido sem ninguém conferir extrato linha por linha.
O sistema olha o histórico real de pagamento daquele cliente e sugere até quanto vale liberar. Quem sempre paga no dia 5 aparece em verde, quem arrasta há dois meses aparece marcado antes de levar mais.
A tela de abertura separa a carteira em em dia, 15, 30 e mais de 60 dias, com o total de cada faixa. Dá para ver em dez segundos quanto do seu dinheiro está parado na rua antes de fazer o pedido ao distribuidor.
O que muda
Fiado bem anotado não é papelada a mais, é capital de giro que volta na data. O ganho aparece no caixa da semana e na conversa com o vizinho.
A cobrança sai no dia certo, sem depender de você lembrar no meio do movimento. Receber uma semana antes muda a conta do pedido de reposição.
A mensagem com saldo e Pix chega como recado da loja, não como confronto na porta. Muita gente paga na hora justamente porque a conversa deixou de ser pessoal.
Foto, data, hora e assinatura no dedo encerram a contestação no balcão. Você para de perder valor por dúvida honesta de memória e por tentativa de esperteza.
Com histórico organizado, dá para dizer sim com segurança e segurar quem já passou do limite. O fiado deixa de ser aposta e vira crédito com critério.
Sem enfeite
O Fiadobom está em acesso antecipado e ainda não tem loja em operação. Então em vez de depoimento, ficam aqui só as coisas que você consegue conferir por conta própria.
O código copia e cola da cobrança segue o padrão do Pix, instituído e operado pelo Banco Central do Brasil. O dinheiro entra na sua conta de sempre e a caderneta apenas registra a baixa.
Banco Central do Brasil, Resolução BCB nº 1, de 12 de agosto de 2020Nome, telefone e histórico de compra do seu cliente estão sob a Lei Geral de Proteção de Dados. A caderneta registra quem acessou, permite apagar um cliente a pedido dele e exporta os seus dados quando você quiser.
Lei nº 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados PessoaisO registro grava no aparelho e sincroniza depois porque a operação foi desenhada em cima da hora de pico de um balcão, com fila e internet oscilando. O cliente não precisa instalar nada para receber comprovante e cobrança.
Você não vai encontrar nota de avaliação, número de usuários nem depoimento nesta página, porque ainda não existem. Quem entra agora ajuda a definir a régua de cobrança e mantém o preço de lançamento.
Planos
Uma conta de R$ 180 que nunca voltou já paga mais de dois meses do plano Balcão. Todos os planos incluem registro offline, comprovante assinado e Pix copia e cola.
Para a loja de rua tocada pelo dono, com uma pessoa lançando no caixa.
R$69 por mês
Para o mercadinho com balconista e carteira grande de fiado no mês inteiro.
R$129 por mês
Para quem tem mais de uma porta aberta e quer o saldo somado numa tela só.
R$249 por mês
Valores do acesso antecipado, mantidos por doze meses para quem entrar agora, sem fidelidade, sem taxa de instalação e com exportação dos seus dados a qualquer momento.
Perguntas do balcão
Sim. A venda fiado é gravada dentro do aparelho e a tela continua funcionando com o celular sem conexão. Assim que o sinal volta, tudo sobe sozinho e o saldo do cliente é atualizado. A cobrança por Pix e por WhatsApp, essa sim, precisa de internet no momento do envio.
Não. Basta o celular Android ou iPhone que você já usa no balcão, e a câmera dele serve de leitor de código de barras. Se você já tiver uma impressora térmica de comprovante, dá para imprimir, mas é opcional. O cliente recebe a via dele pelo WhatsApp, sem instalar aplicativo nenhum.
Ele continua na caderneta normalmente e você registra o pagamento em dinheiro na hora que ele quitar no balcão. Nesse caso a baixa é feita com dois toques em vez de acontecer sozinha. O comprovante pode ser mostrado na tela ou impresso, e o saldo dele aparece no mesmo painel de atraso dos outros.
Dá, e é o primeiro passo que a gente ajuda a fazer. Você lança os saldos abertos por cliente, com a data aproximada da compra mais antiga, e daí para frente cada venda entra completa. Quem tem planilha pode importar por arquivo, e quem só tem o caderno costuma levar uma tarde para digitar a lista de devedores.
O Fiadobom permite configurar juros e multa por atraso, mas isso só vale se tiver sido combinado com o cliente antes da compra, e o Código de Defesa do Consumidor proíbe cobrança que exponha o devedor ao ridículo ou use ameaça. Na prática, a maioria das lojas de bairro prefere não cobrar encargo e ganhar na regularidade do recebimento. Se você quiser aplicar encargos, vale confirmar as condições com seu contador.
Não. A qualquer momento você exporta a caderneta inteira em planilha e em PDF, com saldo por cliente e histórico de cada compra e pagamento. Os dados são seus e a exportação continua liberada durante o período de cancelamento. Depois disso a base é eliminada, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados.
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